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Fonte: “Diretrizes de
Segurança”
P: - O espírita, médium ou
não, deve ler livros
espíritas?
Divaldo: – Seria o mesmo que
se perguntar se o médico
deve parar de estudar ou de
ler livros sobre medicina.
P: - Apesar de necessário,
por que notamos na maioria
dos espíritas o desinteresse
pela leitura de livros
espíritas? Uns alegam que
dá sono, outros que lhes dá
dor de cabeça, etc. Por que
acontece isso?
Divaldo: – Porque o fato de
alguém se tornar espírita
não que dizer que haja
melhorado de imediato. A
pessoa que não tem o hábito
de ler pode se tornar o que
quiser, porém, continuará
sem interesse pela cultura.
O sono normalmente decorre
da falta de hábito da
leitura, excepcionalmente
quando a pessoa está em
processo obsessivo, durante
o qual as entidades inimigas
operam por meio de hipnose,
para impedirem àquele que
está sob o seu guante que se
esclareça, que se ilumine,
e, conseqüentemente, se
liberte. Mas, não em todos
os casos. Na grande
maioria, as pessoas cochilam
na hora da leitura porque
não se interessam e não
fazem o esforço necessário
para se manterem lúcidas.
Como também cochilam durante
a sessão, por não estarem
achando-a interessante, já
que vão ao cinema, ficam
diante da televisão até
altas horas, quando os
programas lhes agradam, na
maior atividade. Assim, não
respeitam a Doutrina que
abraçaram.
P: - Que benefícios trazem
os estudos
evangélico-doutrinários para
o médium?
Raul: – O beneficio de
dando-lhe a
instrução-conhecimento,
propiciar-lhe a
instrução-educação. É
através do estudo, mormente
do Evangelho e das obras
basilares da Doutrina
Espírita, que o médium se
irá apercebendo de quem ele
é, do porquê ele é médium,
quais as suas
responsabilidades diante da
mediunidade, porque o
indivíduo chega à Terra com
a tarefa da paranormalidade
para exercitar. Quando
adentra “O Evangelho Segundo
o Espiritismo” vai estudar
“Daí de graça o que de graça
recebeis”; se pergunta aos
Espíritos por que Deus
concede a mediunidade a
indivíduos que ele sabe que
poderão falhar, as Entidades
Benfeitoras da Terra
redarguem que “da mesma
maneira que ele dá bons
olhos a gatunos”.
Exatamente por isso o estudo
espírita para o médium vai
lhe dando os porquês, vai
elucidando-o, a fim de que
não aja porque os outros
agem, não faça simplesmente
porque o dirigente mandou
que fizesse, mas para que
tenha aquela fé raciocinada,
a fé-convicção, aquela
fé-certeza, na coerência de
quem faz porque sabe o que
deve fazer.
P: - O que podemos pensar da
atitude de muitos que, à
guisa de cooperarem com
vários Centros Espíritas, na
segunda-feira, freqüentam um
trabalho, num determinado
Centro; na terça, estão num
trabalho mediúnico, noutro
Centro; na quarta-feira, num
terceiro, e, assim
sucessivamente?
Divaldo: – Há um ditado que
diz: “quem muito abarca,
pouco aperta”. Quem
pretende fazer tudo, faz
sempre mal todas as coisas.
Por que essa pretensão de
ajudar a todos?
Se cada um cumprir com seu
dever, com dedicação, no
local em que o Senhor o
colocou, estará realizando
um trabalho nobilitante. A
presunção de atender a todos
é, de certo modo, uma forma
de auto-suficiência, que
acredita que não estando em
algum lugar, as coisas ali
não irão bem. E, quando
desencarnar? Então, é
melhor vincular-se a um
grupo de pessoas que lhe
sejam simpáticas, para que
as reuniões sérias, de que
trata “O Livro dos Médiuns”,
de Allan Kardec, possam
produzir os frutos
necessários e desejados.
P: - Há inconveniente em que
um médium que participe de
sessão mediúnica espírita e
que se afirme espírita
freqüente trabalhos
mediúnicos de Umbanda?
Divaldo: – Seria os mesmo
que a pessoa atuar num campo
de luta e, imediatamente,
tomar posição noutro, sem o
esclarecimento
correspondente.
Jesus foi muito claro ao
afirmar que “a casa dividida
rui” e que “ninguém serve
bem a dois senhores”. Já é
tempo de a pessoa saber o
que deseja, dedicando-se
àquilo que acha
conveniente. O Apocalipse
fala a respeito das pessoas
“mornas”; assim, é melhor
ser “frio ou ardente”. O
“morno” é alguém que não
está com ninguém, mas, sim,
com as suas conveniências.
P: - No afastamento dos
espíritos perturbadores, a
Umbanda consegue melhor
resultado do que uma sessão
mediúnica espírita?
Divaldo: – Só se for pelo
pavor. Mas não remove a
causa, porque o espírito que
foge apavorado não liberta a
sua vitima da divida, que a
ambos vincula.
P: - Qual a denominação
correta: receita homeopática
ou orientação espiritual
homeopática?
Divaldo: – Não devemos
trazer para o Espiritismo o
que pertence aos outros
ramos do conhecimento. Não
deveremos pretender
transformar a sessão
mediúnica em novo
consultório médico.
Digamos, então, orientação
espiritual; se veio o nome
de um remédio, que o bom
senso recomenda seja
aplicado, é uma exceção, mas
não deveremos ter um
compromisso especial para
constranger um espírito a
dar homeopatia ou alopatia.
Certa feita, em uma das
nossas orientações
espirituais, veio o
seguinte: “O meu irmão
necessita de ler O Evangelho
Segundo o Espiritismo, no
capítulo número 15”; eu tive
a curiosidade de saber o que
era, e fui olhar. “Fora da
Caridade não há Salvação”.
O paciente era um sovina; a
doença dele era desamor.
Então, a “homeopatia” que
ele precisava era uma séria
advertência, e não remédio
comum.
P: Qual a orientação
adequada a seguir, a
homeopatia ou a alopatia?
Divaldo: – A melhor
orientação a seguir é
convocar o paciente a
melhorar-se de dentro para
fora e levar ao médico o
problema da sua saúde
orgânica. |