O CENTRO ESPÍRITA - GRUPOS, CENTROS OU SOCIEDADES ESPÍRITAS

“Esses grupos, correspondendo-se entre si, visitando-se, permutando observações, podem, desde já, formar o núcleo da grande família espírita, que um dia consorciará todas as opiniões e unirá os homens por um único sentimento: o da fraternidade, trazendo o cunho da caridade cristã.”
Allan Kardec (O Livro dos Médiuns – cap. XXIX – item 334)

O que são

Os Grupos, Centros ou Sociedades Espíritas:
● são núcleos de estudo, de fraternidade, de oração e de trabalho, praticados dentro dos princípios espíritas;

são escolas de formação espiritual e moral, que trabalham à luz da Doutrina Espírita;
são postos de atendimento fraternal para todos os que os procuram com o propósito de obter orientação, esclarecimento, ajuda ou consolação;
são oficinas de trabalho que proporcionam aos seus freqüentadores oportunidades de exercitarem o próprio aprimoramento íntimo pela prática do Evangelho em suas atividades;
são casas onde as crianças, os jovens, os adultos e os idosos têm oportunidade de conviver, estudar e trabalhar, unindo a família sob a orientação do Espiritismo;
são recantos de paz construtiva, que oferecem aos seus freqüentadores oportunidades para o refazimento espiritual e a união fraternal pela prática do “Amai-vos uns aos outros”;
são núcleos que se caracterizam pela simplicidade própria das primeiras casas do Cristianismo nascente, pela prática da caridade e pela total ausência de imagens, símbolos, rituais ou outras quaisquer manifestações exteriores;
são as unidades fundamentais do Movimento Espírita.

Seus objetivos

Os Grupos, Centros ou Sociedades Espíritas têm por objetivo:
promover o estudo, a difusão e a prática da Doutrina Espírita, atendendo às pessoas:
que buscam esclarecimento, orientação e amparo para seus problemas espirituais, morais e materiais;
que querem conhecer e estudar a Doutrina Espírita;
que querem trabalhar, colaborar e servir em qualquer área de ação que a prática espírita oferece.

Suas atividades básicas:

Os Grupos, Centros ou Sociedades Espíritas têm por atividades básicas:
realizar reuniões de estudo da Doutrina Espírita, de forma programada, metódica ou sistematizada, destinadas às pessoas de todas as idades e de todos os níveis culturais e sociais, que possibilitem um conhecimento abrangente e aprofundado do Espiritismo em todos os seus aspectos;
realizar reuniões de explanação do Evangelho à luz da Doutrina Espírita, aplicação de passes e atendimento fraterno através do diálogo, para as pessoas que procuram e freqüentam os núcleos espíritas em busca de esclarecimento, orientação, ajuda e assistência espiritual e moral;
realizar reuniões de estudo, educação e prática da mediunidade, com base nos princípios e objetivos espíritas, esclarecendo, orientando e preparando trabalhadores para as atividades mediúnicas;
 realizar reuniões de evangelização espírita para crianças e jovens, de forma programada, metódica ou sistematizada, atendendo-os, esclarecendo-os e orientando-os dentro dos ensinos da Doutrina Espírita;
realizar o trabalho de divulgação da Doutrina Espírita através de todos os veículos e meios de comunicação social compatíveis com os princípios espíritas, tais como: palestras, conferências, livros, jornais, revistas, boletins, folhetos, mensagens, rádio, TV, cartazes, fitas de vídeo e áudio;
realizar o serviço de assistência e promoção social espírita destinado a pessoas carentes que buscam ajuda material: assistindo-as em suas necessidades mais imediatas; promovendo-as por meio de cursos e trabalhos de formação profissional e pessoal; e esclarecendo-as com os ensinos morais do Evangelho à luz da Doutrina Espírita;
estimular e orientar os seus freqüentadores para a implantação e manutenção da reunião de estudo do Evangelho no Lar, como apoio para a harmonia espiritual de suas famílias;
participar das atividades que têm por objetivo a união dos espíritas e das Instituições Espíritas e a unificação do Movimento Espírita, conjugando esforços, somando experiências, permutando ajuda e apoio, aprimorando as atividades espíritas e fortalecendo a ação dos espíritas;
realizar as atividades administrativas necessárias ao seu normal funcionamento, compatíveis com a sua estrutura organizacional e com a legislação do seu país.

SOCIEDADE PARISIENSE DE ESTUDOS ESPÍRITAS  (texto de Eliseu F. Mota Júnior)

O nascimento da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas —
Em 1858, um ano depois do lançamento de O livro dos Espíritos, Allan Kardec residia à Rua dos Mártires, nº 8, no centro de Paris, onde realizava reuniões espíritas às terças-feiras, tendo como principal médium a Senhorita Ermance Dufaux. O local comportava de quinze a vinte pessoas no máximo, porém houve sessões em que estiveram presentes até trinta interessados.
Como não era nada cômoda essa situação, alguns dos freqüentadores resolveram cotizar-se para alugar um local mais amplo. Para isso, era imprescindível uma autorização legal, evitando-se problemas com as autoridades constituídas. Desse modo, o Sr. Dufaux, que conhecia o Prefeito de Polícia, encarregou-se do caso, sendo que a autorização dependia também do Ministro do Interior. Coube então a um influente general, simpatizante anônimo das idéias espíritas, a obtenção da autorização, o que ocorreu em apenas quinze dias.
Então, no dia 1º de abril de 1858 surgiu oficialmente a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, destinada a reuniões de estudos teóricos e práticos da Doutrina Espírita, para cuja presidência Allan Kardec foi seguidamente reconduzido. Ele costumava abreviar o nome da entidade para Sociedade de Estudos Espíritas, Sociedade Espírita de Paris ou apenas Sociedade de Paris. As reuniões continuaram acontecendo às terças-feiras, só que agora em um compartimento alugado no Palais Royal (Palácio Real), galeria de Valois, onde ficou até 1º de abril de 1859, quando passou a reunir-se às sextas-feiras em um dos salões do Restaurante Douix, no mesmo Palais Royal, Galeria Montpensier nº 12, até 1º de abril de 1860, ocasião em que se transferiu para a sua sede própria, situada na Rua e Passagem de Sant’Ana, nº 59, também na região central da capital francesa.

A disciplina nas reuniões — Assim, regularmente constituída a Sociedade, ali seus associados se reuniam para o estudo do Espiritismo, como outros para o estudo da Frenologia, da História ou de outras ciências, e, como em toda reunião séria, exigia-se uma regra para manutenção da boa ordem, destinada a estabelecer a disciplina das sessões, e a manter, entre os presentes, as relações de urbanidade e educação que devem presidir todas as assembléias de pessoas de boas maneiras, respeitadas as condições inerentes à especialidade dos seus trabalhos. Isto porque ali não se tratava apenas com homens, mas também com Espíritos, e, como é sabido, nem todos são bons. Contra a violência daqueles que destoavam, era necessário se resguardar. Nesse número, alguns eram mais astuciosos e podiam mesmo, por ódio ao bem, induzir os presentes a uma via perigosa. Devia-se, pois, ter muita prudência e perspicácia para vencê-los, o que exigia que fossem tomadas precauções especiais.
Na reunião do dia 24 de agosto de 1860, tendo em vista que várias pessoas estranhas ali estavam, e a fim de alertá-las contra as falsas idéias que poderiam formar acerca dos objetivos de seus trabalhos, Kardec as advertiu de que ali não eram feitas experiências e que estavam enganadas se esperavam encontrar assunto para distrações, porque a Sociedade ocupava-se de coisas muito sérias, mas pouco interessantes e pouco inteligíveis para quem quer que fosse estranho à ciência espírita.
Asseverou ainda que, como a presença de tais pessoas seria inútil para elas próprias e poderia ser causa de perturbação para a sessão, recusava-se a admitir as que não possuíssem, pelo menos, um mínimo de conhecimento do Espiritismo, pois, antes de tudo, aquela era uma Sociedade científica, de estudos sérios, e não uma sociedade de ensino; afirmou que jamais convocou o público porque sabia, por experiência, que a convicção só se formava por uma longa série de observações e não por se haver assistido a algumas sessões que não apresentam nenhuma continuidade metódica. Eis a razão por que ali não eram feitas demonstrações, que deveriam recomeçar cada vez e que paralisariam os trabalhos. Entretanto, se malgrado isso, ali estivessem pessoas atraídas só pela curiosidade, ou que não partilhassem da sua maneira de ver, foram lembradas de que não haviam sido convidadas e que por isso esperava-se delas o respeito às convicções da Sociedade, como esta respeitava as suas. Assim, caso insistissem em permanecer, deveriam manter silêncio e recolhimento, que é uma das mais expressas recomendações da parte dos Espíritos que de boa vontade ali se comunicavam, de modo que todos os presentes deveriam abster-se de qualquer tipo de conversação particular.


FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA

História

A Federação Espírita Brasileira foi fundada no dia 2 de janeiro de 1884, no Rio de Janeiro, por Augusto Elias da Silva, que um ano antes já havia fundado a revista Reformador.
Desde sua fundação, a FEB trabalha pela difusão da Doutrina Espírita: já publicou milhões de livros que difundiram o Espiritismo no Brasil e busca permanentemente a prática da caridade no seu sentido mais amplo, dando assistência material e espiritual aos necessitados, seja através do trabalho em suas próprias dependências, seja através do estímulo e do apoio a todos os núcleos Espíritas. Dentre os seus primeiros dirigentes, destaca-se a figura de Adolfo Bezerra de Menezes, que muito colaborou no estabelecimento de uma diretriz eminentemente espírita-cristã ao Movimento Espírita brasileiro.


Seccional RJ

A primeira sede própria da FEB foi inaugurada em 10 de dezembro de 1911. Está localizada na avenida Passos, números 28 e 30, no centro do Rio de Janeiro. Atualmente, no prédio histórico funciona a Seccional da FEB, que promove atividades doutrinárias (reuniões mediúnicas e de estudo, palestras, passes, serviço de assistência e promoção social) e mantém uma livraria. No Rio de Janeiro também funciona o Departamento Editorial e Gráfico da FEB. Localizado no Bairro de São Cristóvão, foi inaugurado em 9 de setembro de 1948, por Antônio Wantuil de Freitas. Em 120 anos de existência, a FEB jamais perdeu de vista que um de seus principais objetivos é difundir a Doutrina Espírita através do livro. Editou 39 milhões de obras de 160 autores, traduziu dezenas de livros, construiu um catálogo de mais de 400 títulos e hoje ganha espaço no mercado editorial com uma ampla revitalização de seus produtos e serviços. A meta é pôr a Doutrina Espírita ao alcance e a serviço de todos os homens. A FEB já editou mais de 10 milhões de livros de Allan Kardec. Os psicografados por Francisco Cândido Xavier ultrapassam 15,5 milhões. Destes, Nosso Lar (ditado pelo Espírito André Luiz) é o mais lido: superou a marca de 1,5 milhão de exemplares. Outros autores (pensadores brasileiros e europeus dos séculos XIX e XX e livros infantis) correspondem a pouco mais de 13 milhões de exemplares. Parte dos livros é vendida e outra parcela doada para para instituições espíritas, uma vez que é prioridade da FEB o apoio ao Movimento Espírita.

 
Modernização

Todos os títulos editados pela Federação estão recebendo novo tratamento gráfico. Papel de alta qualidade, fontes que proporcionam melhor visualização, capas modernas são algumas inovações nos livros, que são costurados a fim de favorecer o manuseio e a durabilidade. Armazenados de acordo com normas técnicas e transportados em embalagens apropriadas, os livros são alvo de uma ação cuidadosa de distribuição, voltada para levar o livro espírita a todas as pessoas. Além dos livros, a Editora vem ampliando o rol de produtos, que  agora inclui CDs, vídeos e apostilas.
A FEB busca visibilidade no mercado editorial participando de bienais e feiras do livro, além de estar divulgando seus produtos na mídia espírita e não espírita. Uma série de produtos (folhetos, banners, cartazes, marcadores de livros) foram projetados para informar sobre as publicações e lançamentos da editora.
Os livros infantis também vêm recebendo projetos gráficos mais arrojados e agora trazem passatempos e brindes, como adesivos, marcadores de livros, canetas e sacolas personalizadas.


Sede em Brasília

Na sede em Brasília funcionam a Administração da FEB; a Biblioteca de Obras Raras, com mais de 10 mil volumes; o Museu Espírita, uma biblioteca (para adultos e crianças) aberta à comunidade  e um campo experimental que elabora e testa os currículos e apostilas da Evangelização Infanto-Juvenil, do Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita (ESDE) e do Estudo e Educação da Mediunidade. Também na Capital Federal a instituição mantém atividades doutrinárias, tais como palestras, passes, grupos de estudo, evangelização e serviço assistencial.

Reformador


A FEB edita a revista Reformador, que jamais teve sua tiragem interrompida e é um dos quatro periódicos mais antigos do Brasil. A instituição produz programas de rádio (Brasil Espírita) e de televisão (Terceira Revelação), transmitidos para todo o Brasil.


Ação Federativa

O Conselho Federativo Nacional (CFN) da FEB é composto pelas Entidades Federativas espíritas de todos os Estados do Brasil e do Distrito Federal, e por Entidades Especializadas de Âmbito Nacional. O CFN reúne-se uma vez por ano, em Brasília. Também anualmente, as Federativas estaduais  participam das reuniões das Comissões Regionais do CFN: Sul, Norte, Centro e Nordeste. Nessas ocasiões, além das reuniões de dirigentes, que tratam de assuntos administrativos, reúnem-se as áreas de Atividade Mediúnica, Comunicação Social Espírita, Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita, Infância e Juventude, Serviço de Assistência e Promoção Social Espírita e Assistência Espiritual no Centro Espírita.
O trabalho federativo decorre da união fraterna, solidária, voluntária, consciente e operacional dos espíritas e das Instituições Espíritas, através da permuta de informações e experiências, da ajuda recíproca e do trabalho em conjunto. O objetivo é fortalecer, facilitar, ampliar e aprimorar a ação do Movimento Espírita em sua atividade-fim, que é a de promover o estudo, a difusão e a prática da Doutrina Espírita.
Fonte: www.febnet.org.br


O Movimento Espírita no Brasil

O Conselho Federativo Nacional da FEB foi criado quando na assinatura do Pacto Áureo, em 5 de outubro de 1949, pelos representantes das seguintes instituições: Federação Espírita Brasileira, Liga Espírita do Brasil, Federação Espírita do Rio Grande do Sul, Federação Espírita Catarinense, Federação Espírita do Paraná, União das Sociedades Espíritas do Estado de S. Paulo e União Espírita Mineira.
O Conselho Federativo Nacional da FEB foi criado com o objetivo de promover e trabalhar pela união dos espíritas e pela unificação do Movimento Espírita, para que as atividades de estudo, difusão e prática da Doutrina Espírita sejam fortalecidas e realizadas no seu devido tempo.
Instalado em janeiro de 1950 e integrado pelas Federações e Uniões representativas dos Movimentos Espíritas estaduais e do Distrito Federal, o Conselho Federativo Nacional substituiu o antigo Conselho Federativo da FEB, que federava diretamente os Centros Espíritas de todo o País.
Atualmente o CFN é composto pelas Entidades Federativas espíritas de todos os Estados do Brasil e do Distrito Federal (27), bem como de um quadro de Entidades Especializadas de Âmbito Nacional.
Durante a década de 1950 houve um trabalho de esclarecimento junto às entidades espíritas sobre a importância e a diretrizes da tarefa de organização e unificação do Movimento Espírita brasileiro, realizado, principalmente, pela “Caravana da Fraternidade”.
Na década de 1960 foram realizados os Simpósios Regionais de grande importância para o trabalho de unificação do Movimento Espírita: Centro-Sulino, em Curitiba (1962), Nordeste, em Salvador (1963); Norte, em Belém (1964); Centro-Oeste-Territórios em Cuiabá (1965); encerrando o ciclo com o Simpósio Nacional, no Rio de Janeiro (1966).
No início da década de 1970 foram criados os Conselhos Zonais do CFN (Norte, Nordeste, Centro e Sul) que estudavam assuntos de interesses do Movimento Espírita e que eram concluídos nas Reuniões Plenárias.
Em 1975, por proposta da representação de São Paulo, o CFN, através dos seus Conselhos Zonais, iniciou estudos mais aprofundados sobre o Centro Espírita, concluídos com a aprovação do documento “A Adequação do Centro Espírita para o melhor atendimento de suas finalidades”, em novembro de 1977, que destaca como entender e o que cabe ao Centro Espírita fazer.
Por proposta da representação do Estado do Rio de Janeiro, o CFN continuou estudando o Centro Espírita no período de 1977 a 1980, quando concluiu o documento “Orientação ao Centro Espírita”, que oferece uma série de sugestões práticas para as suas atividades básicas.
No período de 1980 a 1983 o CFN, através do seus Conselhos Zonais, estudou e elaborou um documento que trata da importância, das tarefas e das diretrizes do trabalho de unificação do Movimento Espírita, aprovado em novembro de 1983 com o título “Diretrizes da Dinamização das Atividades Espíritas”.
Em 1984 o CFN aprovou o “Manual de Administração das Instituições Espíritas”, que, por delegação, vem sendo atualizado e editado pela USEERJ, do Estado do Rio de Janeiro.
Em 1985, os Conselhos Zonais foram transformados em Comissões Regionais, proporcionando aos membros do CFN, em suas respectivas regiões, a oportunidade de trocar informações e experiências, bem como de unirem-se na realização de trabalhos que visem colocar em prática as diretrizes anteriormente aprovadas nos documentos já citados.
Através do CFN foram lançadas as seguintes campanhas: Campanha de Evangelização Espírita da Infância e da Juventude, em 1977; Campanha do Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita, em 1983; Campanhas “Em Defesa da Vida” e “Viver em Família”, em 1994; e Campanha de Divulgação do Espiritismo, em 1996.
As Entidades Federativas Estaduais que integram o CFN congregam os Centros e Sociedades Espíritas sediados em seus respectivos territórios. Em alguns Estados, as suas Entidades Federativas possuem órgãos locais e regionais para facilitar a dinâmica do seu trabalho.
O CFN reúne-se ordinariamente uma vez por ano, durante três dias, para tratar de assuntos de interesse do Movimento Espírita, que visam promover, realizar e aprimorar o estudo, a difusão e a prática da Doutrina Espírita.
As bases doutrinárias e as diretrizes gerais do trabalho de unificação do Movimento Espírita realizado pelo CFN/FEB são as que constam dos documentos que compõem o opúsculo “Orientação ao Centro Espírita” e dos textos que integram a Campanha de Divulgação do Espiritismo.
Todas as Entidades que, direta ou indiretamente, integram o CFN (Entidades Federativas Estaduais, Entidades Especializadas de Âmbito Nacional, Centros e demais Sociedades Espíritas) mantêm a sua autonomia, independência e liberdade de ação. Os vínculos com o CFN tem por fundamento a solidariedade e a união fraterna, livre, responsável e conscientemente praticadas à luz da Doutrina Espírita, com vistas à sua difusão.
As Entidades que compõem o CFN aceitam a integração e a participação em seus trabalhos de todas as Instituições Espíritas que tenham por objetivo o estudo, a difusão e a prática da Doutrina Espírita com base nas obras de Allan Kardec. A tarefa principal do trabalho de unificação consiste em colaborar com essas Instituições para que possam mais facilmente alcançar os seus objetivos, aprimorando as suas atividades e mantendo as suas realizações dentro dos princípios doutrinários.
Todas as Instituições Espíritas, sediadas no território nacional, que desenvolvem suas atividades dentro dos princípios básicos da Doutrina Espírita contidos nas obras da Codificação Kardequiana estão, naturalmente, aptas a participar do esforço de unificação do Movimento Espírita, em trabalho de apoio recíproco e solidário, para uma mais eficiente difusão doutrinária.

Fonte: www.febnet.org.br

O Movimento Espírita Internacional

CONSELHO ESPÍRITA INTERNACIONAL

Constituído em 28 de novembro de 1992, é o organismo resultante da união, em âmbito mundial, das Associações Representativas dos Movimentos Espíritas Nacionais.

Finalidades essenciais e objetivos:

● Promover a união solidária e fraterna das Instituições Espíritas de todos os países e a unificação do Movimento Espírita mundial;
● Promover o estudo e a difusão da Doutrina Espírita em seus três aspectos básicos: científico, filosófico e religioso;
● Promover a prática da caridade espiritual, moral e material, à luz da Doutrina Espírita.

Fundamento Doutrinário:

As finalidades e objetivos do Conselho Espírita Internacional fundamentam-se na Doutrina Espírita codificada por Allan Kardec e nas obras que, seguindo suas diretrizes, lhe são complementares e subsidiárias.

Entidades Nacionais componentes do CEI:


Angola: Sociedade Espírita Allan Kardec de Angola 
Argentina: Confederación Espiritista Argentina 
Bélgica: Union Spirite Belge 
Bolivia: Federação Espirita Boliviana
Brasil: Federação Espírita Brasileira 
Chile: Centro de Estudios Espírita Buena Nueva 
Colômbia: Confederación Espiritista Colombiana – CONFECOL 
El Salvador: Federación Espirita de El Salvador 
Espanha: Federación Espirita Española 
Estados Unidos da América: United States Spiritist Council 
França: Union Spirite Française et Francophone 
Guatemala: Cadena Heliosóphica Guatemalteca 
Itália: Centro Italiano Studi Spiritici Allan Kardec 
Japão: Comunhão Espírita Cristã Francisco Cândido Xavier 
México: Central Espírita Mexicana 
Noruega: Gruppen for Spiritistiske Studier Allan Kardec 
Paraguai: Centro de Filosofia Espiritista Paraguayo 
Peru: Federación Espirita del Perú – FEPERU 
Portugal: Federação Espírita Portuguesa 
Reino Unido: British Union of Spiritist Societies
Suécia: Svenska Spiritistika Förbundet 
Suíça: Union des Centres d'Études Spirites en Suisse 
Uruguai: Federación Espírita Uruguaya

Fonte: www.febnet.org.br

 Missão dos Espíritas

Ide, pois, e levai a palavra divina: aos grandes que a desprezarão, aos eruditos que exigirão provas,aos pequenos e simples que a aceitarão; porque, principalmente entre os mártires do trabalho, desta provação terrena, encontrareis fervor e fé. 
Arme-se a vossa falange de decisão e coragem! Mãos à obra! o arado está pronto; a terra espera; arai! 
Ide e agradecei a Deus a gloriosa tarefa que Ele vos confiou; mas, atenção! entre os chamados para o Espiritismo muitos se transviaram; reparai, pois, vosso caminho e segui a verdade. 

Erasto (O Evangelho Seg. o Espiritismo - Cap. XX - item 4)

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