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Exprime
o quarto mandamento da Lei, recebida por
Moisés (século XIII a.C.)
no Monte Sinai:
Honra a teu pai e a tua mãe,
para que se prolonguem os teus dias na Terra,
que o senhor teu Deus te dará.
Interessante idéia.
O legislador condiciona a longevidade ao
empenho de honrar os genitores.
Se você, amigo leitor, observar essa
orientação, viverá
mais.
Não parece compatível com
a lógica.
Há pilantras que os maltratam e desrespeitam;
omissos, não lhes prestam assistência,
nem lhes dão atenção.
Não obstante, alcançam expressiva
longevidade.
Há
filhos carinhosos e diligentes, dedicados
ao bem-estar dos genitores.
Entretanto, “batem as botas”
antes de atingir idade provecta..
***
Aparentemente
contraditório, o quarto mandamento
está absolutamente correto.
Consideremos a programação
biológica para a espécie humana.
Em condições ideais, poderemos
viver de oitenta a cem anos.
Certas contingências impõem
existência mais breve:
•
Males congênitos.
Crianças e jovens acometidos por
males fatais, que resistem a todos os recursos
mobilizados pela Medicina.
•
Subdesenvolvimento.
A expectativa de vida nos Estados Unidos,
é de 75 anos. Na Etiópia,
um dos países mais pobres do mundo,
fica em torno dos 45 anos.
•
Doenças infecto-contagiosas.
A gripe espanhola, em 1918, matou perto
de 20 milhões de pessoas.
•
Hecatombes naturais – terremotos,
maremotos, furacões…
A explosão de Cracatoa, ilha vulcânica
nas Índias Orientais Holandesas,
no século passado, fez perto de quarenta
mil óbitos.
Essas situações podem configurar
um carma, algo programado para o resgate
de débitos relacionados com o pretérito.
E há os genocídios patrocinados
pela loucura humana, como os judeus assassinados
pelos nazistas, as vítimas do comunismo
na China e na Rússia, o holocausto
nuclear em Hiroshima e Nagasaki, promovido
pelos americanos…
Quanto ao mais, depende de como vivemos,
do que fazemos de nosso corpo, de nossas
horas.
***
Para entender porque a observância
do quarto mandamento favorece a longevidade,
consideremos que “honrar pai e mãe”
é não fazer nada que os infelicite
ou cause constrangimento.
Alguns exemplos:
Os vícios, a desonestidade, os excessos,
os desatinos, a indisciplina, a agressividade,
a ambição, a mentira…
Se nos orientarmos no sentido de não
decepcioná-los, contrariando suas
expectativas a nosso respeito, buscaremos
sempre o melhor comportamento, no intuito
de fazê-los felizes, convictos de
que seus filhos são “gente
de bem”.
Com os mesmos propósitos, cultivaremos
a compreensão e a caridade; exercitaremos
a oração e a reflexão;
seremos cordatos e diligentes …
Tudo para honrar os pais.
Resultado:
Teremos um comportamento disciplinado e
virtuoso, que nos sustentará o equilíbrio
físico e psíquico.
E mais:
Afinaremos o padrão vibratório.
Estaremos favorecendo a sintonia com mentores
espirituais que nos ajudarão a superar
influências negativas, perigos e tentações.
Assim, salvo programas cármicos,
se honrarmos nossos pais, tenhamos uma certeza:
Serão
prolongados os dias que o Senhor nos dará
para as experiências redentoras na
escola terrestre.
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