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Uma série progressiva de
fenômenos deram origem à
Doutrina Espírita.
O primeiro fato observado
foi a movimentação de
objetos diversos, dentre
eles, de forma especial, a
movimentação das mesas. Esse
fenômeno foi designado
vulgarmente pelo nome de
"Mesas Girantes ou Dança das
Mesas".
Tal fenômeno parece ter sido
notado primeiramente na
América do Norte de forma
intensa, propagando-se, na
seqüência, pelos países da
Europa, como a França, a
Inglaterra, a Holanda, a
Alemanha, chegando até na
Turquia, nos meados do
século XIX.
Todavia, a História registra
que ele remonta à mais alta
antigüidade, tendo-se
produzido de formas
estranhas, como ruídos
insólitos, pancadas sem
nenhuma causa ostensiva.
A princípio quase que só
encontrou incrédulos, porém,
ao cabo de pouco tempo, a
multiplicidade das
experiências não mais
permitiu lhe pusessem em
dúvida a realidade.
Assim como o fenômeno das
"pancadas ou batidas" foi
chamado de "raps" ou "echoes",
o das mesas girantes ou
moventes, ficou conhecido
como "table moving", para os
ingleses, "table volante" ou
"table tournante" para os
franceses.
No início, nos Estados
Unidos, os Espíritos se
comunicavam através de um
processo trabalhoso e de
grande morosidade. Alguém
dizia em voz alta o
alfabeto, e o Espírito era
convidado a indicar pôr
batidas, "raps" ou "echoes",
no momento em que fossem
pronunciadas as letras que,
reunidas, deviam compor as
palavras.
Os próprios Espíritos
indicaram, em fins de 1.850,
nova maneira de comunicação:
bastava simplesmente que se
colocassem ao redor de uma
mesa, em cima da qual se
poriam as mãos. Levantando
um dos pés, a mesa daria
(enquanto se recitava o
alfabeto) uma pancada toda
vez que fosse proferida a
letra que servisse ao
Espírito para formar as
palavras. Esse processo,
ainda que muito lento,
produziu excelentes
resultados e assim se chegou
às mesas girantes ou
falantes.
Há que notar, que a mesa não
se limitava a levantar-se
sobre um pé para responder
às perguntas que se faziam;
movia-se em todos os
sentidos, girava sob os
dedos dos experimentadores,
às vezes, se elevava no ar,
sem que se descobrissem as
forças que a tinham
suspendido.
Em 1853, a Europa inteira
tinha as atenções gerais
convergidas para o fenômeno
das chamadas mesas girantes
e dançantes, e eram
consideradas o maior
acontecimento do século, a
imprensa informava e tecia
largos comentários acerca
das estranhas manifestações.
No meio da aparente
futilidade, os Espíritos iam
ensinando o que podiam em
condições inadequadas.
O fenômeno, durante muito
tempo, entreteve a
curiosidade dos salões.
Depois, aborreceram-se dele,
pois a gente frívola que
apenas imita a moda, o
considerou como simples
distração.
Mas o objetivo central
estava sendo cumprido:
atrair a atenção do homem
inteligente para a
Espiritualidade.
As mesas girantes
representarão sempre o ponto
de partida da Doutrina
Espírita e merecem pôr isso,
explicações e estudos para
que, em se conhecendo as
causas, facilitadas será a
chave para a decifração dos
efeitos mais complexos.
Seria então, que um
professor de nome Rivail,
possuidor daquela lógica
austera e daquele senso que
abriga o espírito de
entusiasmos desarrazoados e
de negações a priori, que,
diante deste novo fato, se
sentiria desafiado a estudar
e a pesquisar mais
profundamente tais
fenômenos, dando surgimento
posteriormente à Doutrina
Espírita.
As observações e as
pesquisas espíritas
realizadas pôr Allan Kardec
e outros sábios,
demonstraram que a causa
inteligente era determinada
pelos Espíritos que podiam
agir sobre a matéria,
utilizando-se do fluido
fornecido pelos médiuns,
isto é – meios ou
intermediários entre os
Espíritos e os homens,
gerando, assim, as
manifestações físicas e as
manifestações inteligentes.
Na seqüência,
aperfeiçoaram-se os
processos. As comunicações
dos Espíritos não se
detiveram nas mesas
girantes. Evoluíram para as
cestas e pranchetas, nas
quais se adaptavam lápis e
as comunicações passaram a
ser escritas - era a
psicografia indireta.
Posteriormente,
eliminaram-se os
instrumentos e apêndices; o
médium tomando diretamente o
lápis passou a escrever pôr
um impulso involuntário e
quase febril – era a
psicografia direta.
Bibliografia:
Apostila I do ESDE da FEP,
Introdução ao Estudo da
Doutrina Espírita;
Apostila I do PBDE do Centro
Espírita Luz Eterna.
"Reformador" – Março de
1998, ano 116 n.º 2.028,
págs. 20-23; 34,35;
Zeus Wantuil, As Mesas
Girantes o Espiritismo;
Dicionário de Filosofia
Espírita – Lamartine Palhano
Jr. Págs. 203/204, 339 à
343. Edições Celd Rio de
Janeiro 1.997
Personagens do Espiritismo –
Antônio de Souza Lucena e
Paulo Alves de Godoy.
Edições FEESP – Fed. Esp. do
Estado de São Paulo. Págs.
33 à 37.
Internet endereço:
www.fespiritaparana.com.br
e
www.novaigreja.com.br
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