Andrew Jackson Davis

Nasceu nos Estados Unidos, no dia 11 de agosto de 1.826, e desencarnou no dia 13 de janeiro de 1.910, em sua residência de Watertown, em Massachusetts, com 84 anos.

Foi chamado o "Pai do Moderno Espiritualismo" e de o "Allan Kardec norte-americano".

Sua mediunidade começou no início de sua adolescência, quando ouvia vozes gentis e agradáveis e desenvolveu uma límpida clarividência.

Era-lhe possível também fazer diagnósticos psíquicos de várias enfermidades.

Cada órgão aparecia claramente e com uma radiação especial e peculiar, que se obscurecia em casos de doenças.

No dia 06 de março de 1.844, ocorreu com ele um fenômeno de transporte: da localidade de Poughkeepsie, onde residia, foi levado até as montanhas de Catskill, cerca de 55 Km distante.

Os Espíritos de Galeno e de Swedenborg apareceram-lhe e revelaram que seriam seus mentores. Foi o primeiro contato que Andrew Jackson Davies teve com os Espíritos.

Posteriormente, novos fenômenos surgiram pôr sua mediunidade, como pôr exemplo a xenoglossia (Do grego: xeno = estrangeiro; e glossa = língua. É o uso de uma língua (escrita ou falada) que se não aprendeu e que se não conhece em condições normais. O médium influenciado pôr um Espírito, fala uma língua estrangeira que lhe é pôr inteiro desconhecida) e a mediunidade erudita, podendo dissertar sobre arqueologia, história, ciências naturais e literatura.

Mediunizado escreveu vários livros: "Os Princípios da Natureza" e depois "Filosofia Harmônica", este ditado pelo Espírito de Swedenborg.

Aos 21 anos de idade sua mediunidade já havia alcançado um nível muito bom de desenvolvimento. Nessa época consegui descrever vários fenômenos desencarnatórios, descrevendo a saída da alma do corpo, ou seja o desligamento do Espírito na hora da morte.

Fez diversas profecias, inclusive sobre a invenção do automóvel, do avião e da máquina de escrever. Descreveu esses inventos, muito antes que surgissem no mundo, em sua obra, "Penetrália".

Em 1.847, previu a manifestação ostensiva dos Espíritos, o que, praticamente, aconteceu no ano seguinte, em Hydesville, com as irmãs Fox. Pôr isso ficou conhecido como "O Profeta na Nova Revelação".

Numa de suas notas, escrita precisamente em 31 de março de 1.848, escreveu ele: "Esta madrugada um sopro fresco passou pelo meu rosto, e ouvi uma voz, suave e firme, dizer-me: - Irmão, foi dado início a um bom trabalho; contempla a demonstração viva que surge". E ele menciona que pôs-se a cismar qual o significado de tal mensagem. (Exatamente nessa data, ocorriam os fenômenos em Hydesville com as irmã Fox).

No final de sua vida, escreveu a obra "Revelações Divinas na Natureza".

Ao descrever a vida no Mundo Espiritual, afirmou que lá não havia muita diferença das atividades daqui, a vida continuava: lá o trabalho científico, o artístico, o literário e o humanitário, continuam sempre. Descreveu um lugar chamado Summerland, destinado às crianças desencarnadas, cujos Espíritos precisavam ainda entender o que se passava com eles. Tudo ali era de acordo com a idade mental das crianças.

Por causa dessa visão, ele fundou o Primeiro Liceu Espírita, em 25 de janeiro de 1.863, em Dodsworth Hall, Broadway, New York.

Andrew Jackson Davis é considerado também o precursor das mocidades espíritas.

Os Fenômenos de Hydesville. As Irmãs Fox e o ano de 1.848

Os fenômenos de Hydesville, ocorridos na casa da família Fox, abriram caminho para o advento do Espiritismo.

Em 11 de Dezembro de 1847, John Fox, pertencente à igreja Metodista, mudou-se para uma pequena casa de madeira no lugarejo de Hydesville, situada cerca de vinte milhas de Rochester, cidade do condado de Wayne, estado de Nova York.

John era fazendeiro e com sua família, que se compunha, além da esposa Margareth Fox, de mais três filhas: Katherine, ou Katie ou Kate de onze anos; Margareth, de quatorze, e, Leah, que residia em Rochester, onde lecionava música.

No ano seguinte, isto é, em 1848, mais exatamente na noite de 28 de março, as meninas começaram a ouvir estranhos ruídos e arranhões nas paredes, que se foram intensificando, cada vez mais ao ponto da família Fox não ter mais sossego dentro de casa. Esses "raps" , como foram denominados mais tarde, começaram a ser notados, com mais freqüência. Com o decorrer dos dias, os fenômenos começaram a se tornar mais complexos: os objetos se deslocavam, tudo se mexia e estremecia, haviam explosões de sons fortes. As meninas diante de tanto barulho, ficaram tão alarmadas que não queriam mais dormir sozinhas.

Nas três noites seguidas, até 31 de março de 1.848, os fenômenos se repetiram intensamente, impedindo que os Fox conciliassem o sono. John Fox deu buscas completas pelo interior e pelo exterior da casa, mas nada encontrou que explicasse as ocorrências.

Finalmente, na noite de 31 de Março de 1848, houve uma saraivada de sons muito altos e continuados. Kate Fox, na sua inocência de criança, desafiou a força invisível para que repetisse os estalos de seus dedos, no que foi imitada. Kate, batendo com os dedos sobre um móvel, exclamava, em direção ao ponto onde os ruídos eram mais constantes: "Vamos Old Splitfood, faça o que eu faço". Prontamente as pancadas do "desconhecido" se fizeram ouvir, em igual número, e paravam quando a menina também parava.

Margareth brincando disse: " Agora faça o mesmo que eu: conte um, dois, três, quatro, e ao mesmo tempo dava pequenas pancadas com os dedos. Foi-lhe plenamente satisfeito esse pedido, deixando a todos estupefatos e com muito medo".

As meninas supunham tratar-se do demônio, porisso que o chamavam de "Mr. Splitfood", ou Sr. pé fendido , que corresponde a "pé de bode".

Depois sua mãe, que acompanhava o episódio, teve a idéia de fazer algumas perguntas; pediu que fosse indicado, por meios de pancadas, a idade de suas filhas. As resposta, corretas, não tardaram. E depois de um diálogo entre sons e golpes, estava assim estabelecida a telegrafia espiritual, naquela memorável noite de 31 de Março de 1848.

Naquela mesma noite, desejando que o fenômeno fosse testemunhado por outras pessoas, a família Fox chamou alguns vizinhos, que também fizeram perguntas e receberam respostas, por meio das batidas.

Esses acontecimentos se tornaram conhecidos de toda a localidade.

Um Sr. Chamado Mr. Deusler, idealizou um alfabeto, para poderem traduzir as pancadas e compreenderem o que dizia o batedor invisível, sendo que então ele contou a sua história:

Chamava-se Charles B. Rosma; fora um vendedor ambulante e, hospedado naquela casa, cinco anos antes, pelo casal Bell, foi ali assassinado; A finalidade do crime, foi para roubar as mercadorias e o dinheiro que trazia, e que o seu corpo fora sepultado no porão.

Em busca no local indicado, lá encontraram tábuas, alcatrão, cal, cabelos, utensílios, mas não o esqueleto.

Uma criada dos Bells, chamada Lucrécia Pulver, declara que viu o vendedor e o descreve; diz que ele chegara à casa e comenta do seu misterioso desaparecimento. Uma vez, descendo à adega, seu pé enterrou-se num buraco e, como dissesse isso ao patrão, ele explicou que deviam ser ratos e foi, apressadamente, fazer os necessários reparos. Ela vira nas mãos dos patrões objetos da caixa do ambulante.

Arthur Conan Doyle, no seu Livro "História do Espiritismo", relata que 56 anos depois foi descoberto que alguém fora enterrado na adega da casa dos Fox. Ao ruir uma parede, crianças que pôr ali brincavam, descobriram um esqueleto. Os Bells, para maior segurança, haviam emparedado o corpo, na adega, aonde inicialmente o haviam enterrado.

Em 23 de novembro de 1.904, o "Boston Journal" noticiava que o esqueleto do homem que possivelmente produziu as batidas, ouvidas inicialmente pelas irmãs Fox, em 1.848, fora encontrado e as mesmas estavam, portanto, eximidas de qualquer dúvida com respeito à sinceridade delas na descoberta da comunicação dos Espíritos.

Diversas comissões se formaram na época dos acontecimentos com a finalidade de estudar os estranhos fenômenos e desmascarar a fraude atribuída às Fox. Verificou-se que eles ocorriam na presença das meninas; atribuiu-se-lhes o poder da mediunidade. Nenhuma comissão, todavia, conseguiu demonstrar que se tratava de fraude. Os fatos eram absolutamente verídicos embora tivessem submetido as meninas aos mais rigorosos e severos exames, atingindo, as vezes, as raias da brutalidade.

As irmãs Fox foram pressionadas. A Igreja as excomungou como pactuantes com o demônio. Foram acusadas de embusteiras, e ameaçadas fisicamente diversas vezes.

Em 1.888, ao comemorar os 40 anos dos fenômenos de Hydesville, Margareth Fox, iludida pôr promessas de favores pecuniários pelo Cardeal Maning, faz publicar uma reportagem no "New York Herald" em que afirma que os fenômenos que realizaram eram fraudulentos. Todavia, no anos seguinte, arrependida, reúne grande público no salão de música de New York e retrata-se de suas declarações anteriores, não só afirmando que os fenômenos de Hydesville eram reais, como provocando ainda uma série de fenômenos de efeitos físicos no salão repleto.

A retratação foi publicada na época. Consta da Light e do jornal americano, New York Press, de 20 de maio de 1.889.

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